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Ao avistar uma ave a característica que nos salta aos olhos é sem dúvidas a plumagem. Absolutamente, o que se vê é uma ave! Contudo, ao se tratar dos seres bípedes, ovíparos, endotérmicos, com apêndices locomotores anteriores modificados em asas, dotados de ossos pneumáticos e bicos córneos poucos se sentirão familiarizados. Os tópicos abaixo tratarão de habituar o observador ao ser observado. O fascínio do voo compreendido pela sua dinâmica corporal, a beleza do canto sendo entendida nas suas nuances anatômicas. As aves, esses extraordinários seres alados um pouco mais compreendidos.
Nesta seção serão mostradas as particularidades da estrutura física de uma ave.
Imagem de Natália Allenspach
Imagem de Diana Rocha Monteiro
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Imagem de Fábio Toledo das Dores
Asas de planeio ascendente dinâmico: asas longas, estreitas e achatadas, sem fendas nas rêmiges primárias externas. O planeio ascendente dinâmico só é possível quando existe um pronunciado gradiente vertical de vento que ocorre abaixo dos 15 metros de altura, quando o ar é desacelerado devido ao atrito com a superfície do oceano.
Asas elípticas: estas asas têm um baixo coeficiente de proporcionalidade, tendem a ser muito arqueadas e, normalmente, têm várias fendas profundas nas rêmiges primárias externas. Estas características estão associadas, em geral, com o vôo lento e alta capacidade de realizar manobras.
Asas de alto coeficiente de proporcionalidade: estas asas têm um perfil achatado (pouco arqueado) e, em geral, não possuem fendas nas rêmiges primárias externas. Nelas, durante o vôo, pode-se notar o gesto de puxar as asas para trás à semelhança das asas de um caça-à-jato. Todas as aves de vôo rápido convergiram para esta forma.
Asas de grande sustentação: é fendida e está associada com o planeio estático ascendente, típico de abutres, águias, cegonhas e algumas outras aves grandes. Esta asa tem um coeficiente de proporcionalidade intermediário entre o da asa elíptica e aquela de alto coeficiente de proporcionalidade; é muito arqueada e tem fendas pronunciadas nas rêmiges primárias.
Anizodáctilos: Dedo IV voltado para trás e I, II e II para frente (ex: Passeriformes)
Zigodáctilos: Dedos I e IV voltados para trás e II e III para frente (ex: Piciformes e Psitaciformes)
Pernaltas: Patas longas, normalmente associadas aos Ciconiformes por exemplo.
Palmadas: Pés que possuem membranas interdigitais, normalmente associada ao nado (aves aquáticas, como por ex os Anseriformes)
Nesta seção serão mostradas as particularidades morfológicas que diferenciam uma espécie da outra.
Imagem de Renan Strauss